Sabe, eu sinto que aqui as pessoas não querem novos amigos, e não querem saber das minhas mirabolantes história vividas no passado na terrinha querida, não riem de quando eu conto como é diferente passar os finais de semanas comendo churrasco e jogando truco ao invés de comer bananada e jogar dominó.
Sinto que elas não querem que essas pessoas que vêem de fora invadam o seu dia a dia, sabem da nossa competência e compreendem o nosso jeitinho de resolver tudo com um bom papo, mesmo assim não admitem que é o nosso brilhinho no olhar que os ajudam resolver seus problemas.
Não se abraçam, não se beijam, não se tocam, sinto falta do calor humano, são poucos que se cumprimentam, bom dias forçados, não querem saber como vai minha vida, o que tenho feito de bom, cada um vive na sua panelinha e acabou.
Tem uma vendedora de jornal na esquina de onde trabalho. Não sei da vida dela mas pelo semblante já sofreu o suficiente para deixa - lá cheia de rugas, com aquele fundinho de tristeza no olhar ela não me deixa passar por ela sem um delicioso “Bom dia, você está bem?”. Ela não precisava se não quisesse, mas ela me deixa mais feliz sem saber.
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